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  Roteiros 2025 - nova versão

Roteiro de curta-metragem Carrego

  Roteiro de curta-metragem Carrego 

Roteiros 2025

  Roteiros de ficção - curtas-metragens (2025)

E-book

Roteiro Bem ali do outro lado de cá

 Roteiro de longa-metragem com 52 sequências e 262 cenas. Roteiro Bem ali do outro lado de cá

Poemas de perdição ou redenção

 Poemas sobre misérias, lutas e desejos humanos  Poemas de perdição ou redenção

Recôncavos, reconvexos, reflexos (amor em tempo de pandemia)

 Clique aqui para fazer download do conto Recôncavos, reconvexos, reflexos (amor em tempo de pandemia), de Simão Farias Almeida.

Edital de seleção de narrativas ambientais para e-book

I DO E-BOOK Art. 1 – O e-book Narrativas do meio ambiente vai reunir produções literárias em contos, crônicas, poemas e cordeis que legitimem a preservação da natureza. Art. 2 – Não há limite prévio da quantidade de narrativas no referido e-book. II DA INSCRIÇÃO Art. 3 – Cada interessado pode inscrever quantas produções literárias desejar, inclusive de gêneros supracitados distintos, desde que valorize a preservação do meio ambiente ou denuncie sua destruição. Art. 4 – Devem ser inscritas narrativas com limite de 10 (dez) páginas, fonte Times New Roman, tamanho 14. Art. 5 – As narrativas inscritas devem ser inéditas e devem ser recusadas caso já tenham sido publicadas em meio impresso ou digital. Art. 6 – As inscrições acontecem até 29 de março de 2019 e as narrativas devem ser enviadas ao e-mail simon-jp@hotmail.com. Art. 7 – As inscrições são gratuitas e os autores não receberão nenhum recurso financeiro pelas narrativas. Art. 8 – Os interessados devem enviar um arquivo c...

O plagiador (2018) – Melhores contos IV (inédito)

Simão Farias Almeida O corpo explodiu na câmara frigorífica três, pouco antes de Gonzalez abrir a porta e deixar entrar os raios de sol de um dia quase quente. Ensaiou um desaviso, apesar de trabalhar há dez anos no Instituto Médico Legal: entrou na sala fria sem fazer uso da máscara, sempre utilizada para fugir do odor e das bactérias comuns às vias respiratórias de quem lá trabalha. Pior é seguir a rotina de cuidar de cadáveres diante da crise política e econômica que assola o país. Eles costumavam explodir devido ao acúmulo de bactérias hospedadas a médio e longo prazo por conta do desserviço dos poderes públicos ao não distribuir recursos direcionados às práticas de exumação farmacológica e médica. Gonzalez colocou rapidamente a máscara sobre o nariz ao ser invadido pelo cheiro putrefato presente na câmara há semanas. Fechou a porta da sala e encaminhou os passos até a gaveta na qual estava o corpo recém-explodido. Era um homem adulto com trinta e cinco anos, dois a menos que el...

T (2017) – Melhores contos III

Simão Farias Almeida Havia um tempo em que encostava a palma da minha mão na superfície das águas do mar costeiro. Hoje sei que isso é Harmonia. 3.  T poderia estar no Parque Central, no Jardim Japonês ou nos canais de Holanda, importa mesmo que eu encontrarei após a chuva ácida do dia terminar. Falam dos riscos à saúde como problemas respiratórios e dermatológicos, incluindo desenvolvimento de câncer. As previsões meteorológicas informam o horário, a região e a intensidade da cáustica chuva a fim de os avisados prevenirem-se do nefasto tempo. E T ficava à mercê das mudanças de clima. Preferia ter uma vida mais tranquila, porém, tinha que se submeter ao lastro ácido indesejado. Lembrava do tempo quando se arejava nas águas puras das chuvas não químicas. Esse passado remoto ficaria para trás, gastava agora sua atenção com o aviso das sirenes anunciando a permissão de sair de casa. Assim, encontrei T ainda incomodada em suas horas reguladas pelos avisos diários emitidos pelos m...

Olho mágico (2010) – Melhores contos II

Simão Farias Almeida Dona Gertrudes costumava se divertir toda noite com as telenovelas até que o horário político ameaçou tal passatempo. Não gostava de ver políticos fazendo as mesmas promessas, tudo igual, bando de fingidos querendo nossos votos. Dona Gertrudes então resolveu deixar o aparelho de TV desligado durante o período eleitoral. Teria que encontrar o que fazer, pois ficarmos sem fazer nada dentro de casa é a mesma coisa de entregar a alma ao diabo. Dona Gertrudes então resolveu espiar. Nunca o tinha feito, mas já ouvira amigas falarem que se descobre muita coisa espiando, ainda mais quando estamos dispostos a espiar por um longo tempo e de uma só vez. Foi espiando que ela seguiu os passos do vizinho do andar de cima. Nunca o tinha visto até que resolveu desligar a TV e encontrar esse novo passatempo. O tal vizinho nunca estava só. Sempre acompanhado de rapazes, muitos rapazes, uma penca de rapazes. E Dona Gertrudes ficava imaginando do seu olho mágico como o vizinho d...

A barata (2009) – Melhores contos I

Simão Farias Almeida - É bobagem sua querer ir embora, aqui temos um apartamento imenso só pra nós duas com comida e bebida à vontade, você já bebeu menina? É coisa de gente grande... – falou Glória com medo de ficar sozinha no apartamento já que o marido viajara a negócios. - Beber assim com taça é coisa de grã-fino senhora, eu preciso fazer faxinas em outras casas, preciso sustentar meus filhos – falou a empregada terminando de arrumar a cozinha. - Você não tem vontade de ser rica por um dia? - Sinto muito, eu tenho que ir senhora. Vou ao banheiro me arrumar. - Deixa de ser boba menina. Ainda dá tempo de você ficar... comer caviar... champanhe francês – falou alto para a empregada escutar, já que esta estava sob o chuveiro ligado, deleitando-se com a água que escorria em seu cabelo, seu rosto, seus ouvidos. -  A senhora vai me pagar agora ou depois?... Preferia se fosse agora... – falou a empregada saindo do banheiro. - Depois eu pago, pago o dobro, mas fique... -...

Agenda ambiental: O Ano Novo e o papel de cada um

Novembro de 2018 Tempos de reflexão como esses são também para praticar atitudes de mudança ainda não realizadas. Provavelmente, deixamos em algum momento, de permanecer no mesmo papel assertivo de educar o próximo em favor da dignidade humana e da natureza. Quando reconhecermos a importância dos ecossistemas, da fauna e da flora no nosso entorno e do planeta, todos teremos uma cidadania individual, plural e comum. As escolas, as universidades, as instituições, as empresas, as igrejas, todos nós precisamos planejar propósitos regulares de preservação humana e não humana, envolvendo as pessoas próximas e distantes num construto ecológico local, nacional e planetário. Conforme defende o teólogo brasileiro Leonardo Boff (2015, p.255), “Se assumimos que o ser humano é a própria Terra consciente e inteligente, então devemos admitir que a própria Terra participa dessa dignidade e desses direitos”. Neste ano de 2018, iniciei o projeto particular de meu blog com a finalidade de disponibi...

Agenciamento ambiental: As minorias sociais e o meio ambiente

Outubro de 2018 Os movimentos sociais arregimentam seus integrantes em favor do agenciamento de espaços e discursos na sociedade, nos meios impressos e audiovisuais dependente das forças do reconhecimento e da legitimidade, da diversidade em seus próprios quadros políticos neste século XXI. Mark Orbe em sua teoria da comunicação co-cultural compreende a gestão das diferenças ao enumerar estratégias assertivas e agressivas dos grupos minoritários. O autor fala em trabalho interno e por meio dele há comunhão de pensamentos e ideologias por parte dos membros, exemplificando modelos fortes responsável pela demonstração das contribuições das minorias para o país, educando os outros e adotando esteriotipos positivos pertinentes e valorizados no meio social. Os propósitos agressivos são o confronto de membros dos grupos hegemônicos com o intuito de interromper a opressão, aquisição de vantagens capaz de esclarecê-los sobre os benefícios da não discriminação e sabotando outros, provocando...

Prudência: Tirem seu refri de “nossa” vitória-régia

Setembro de 2018 Fazer turismo no Brasil, se deparar com algum espaço físico e social poluído por lixo abandonado em local impróprio, não pode se tornar numa cena corriqueira. As cidades deveriam ser responsabilizadas financeiramente, ao apresentar seus cartões postais diferentes daqueles exibidos nos canais de TV e nos sites da internet, e a indenização revertida em verba destinada à preservação de seus próprios ecossistemas naturais. A rede turística é considerada uma indústria limpa a qual precisa ter o compromisso de zelar pela natureza por parte de qualquer um de seus colaboradores. O passeio feito a uma comunidade próximo ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões em Manaus impactou devido a uma paisagem indesejada. Um turista não se contentou com a beleza de uma vitória-régia e abandonou sua latinha de refrigerante sobre ela, provavelmente, como forma de se apropriar de todo o ecossistema no entorno. É fato antigo os seres humanos dominarem os espaços naturais de modo f...

Compaixão: A publicidade de perfume e a natureza

Julho de 2018 A publicidade sempre vendeu produtos acompanhados de sensações. As propagandas de carro projetam os consumidores até situações a partir das quais desejos e falhas do subconsciente podem ou não ser resolvidos, dependendo da condição financeira do cliente. As produções publicitárias de marcas de perfume fazem o espectador “flutuar” ao “ver um aroma” não aspirado, emergindo à “flor da pele” emoções e carências afetivas. Este nicho de mercado usa o marketing da natureza a fim de atrair sensacionistas em aromas e essências provenientes de flores, óleos naturais e madeiras extraídas de projetos de exploração de ecossistemas ou de reflorestamento. Uma nota publicitária publicada numa revista mensal foi mais além, forjando a ideia de que as marcas competem entre si para proporcionar a sensação de um “flutuar mais alto”. Dizia o texto: “Imagine um passeio pelo campo depois de uma tempestade, com notas frescas de hortelã, cipreste, cera de abelha, camomila, louro, incenso e um...

Mitigação: Sobre livros, vaidades e urgências humanas

Junho de 2018 O ser humano é vaidoso, acredita que sempre terá soluções relacionadas às suas crises. Professores universitários também são vaidosos e acreditam apenas nos livros que leem. Professores de jornalismo desconsideram o aumento de público e o valor de denúncia do livro-reportagem, mesmo já lendo uma biografia ou um ensaio escrito por um jornalista. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) na contramão disso selecionou quatro trabalhos de conclusão de curso sobre a reportagem em formato livro dentre os sete aprovados para apresentação em seu evento anual. Tendo em vista a importância desse tipo de produção, o curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Roraima reconsiderou o potencial do jornalismo de longa extensão em formato livro e aprovou a disciplina sobre essa produção no último Projeto Pedagógico, seguindo recomendação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Jornalismo. Os livros-reportagem têm cumprido o compromis...

Alteridade: A natureza opressora e oprimida em A mulher do garimpo

Maio de 2018 Cientistas interessados no passado o viam até a segunda metade do século XX como peça de museu sob uma ótica temporal imutável. Estudos de história e de memória cultural já assumem a interferência de paradigmas do presente na angulação de fatos recentes ou remotos. A mulher do garimpo (1976), de Nenê Macaggi, considerado o romance do extremo Norte do país, não pode fugir deste filtro. A problemática começa pelo enredo cuja trama é dispersa em longas descrições históricas e de costumes regionais que não passam de efeito decorativo. O tom descritivo fracionário dizima a curiosidade no destino afortunado ou desafortunado dos personagens. A narrativa almeja ganhar ares realistas e factuais, todavia frustra suas próprias pretensões ao convergir com o propósito do apelo folhetinesco da vida sendo vivida, mas longe de ser fiel ao cotidiano por conta de sua prolongada retórica. Seu mérito é ser a produção ficcional mais expressiva do estado de Roraima na segunda metade do sécu...

Biocentrismo: Precisamos desenquadrar os animais

Abril de 2018     Viagens são momentos de boas experiências culturais, sociais e ambientais. Mas às vezes somos surpreendidos por situações adversas às nossas visões de mundo e ideologias particulares.     Nós brasileiros conhecemos o encarceramento de animais nos espaços dos zoológicos. Eles estão ali para serem vistos por seres antropocêntricos centrados no “eu” humano com a intenção de se divertir com seres enjaulados, acuados. Mas como nós somos vistos pelos animais fora de seus espaços naturais? John Berger (2003, p.31) sintetiza bem esse contato: “em parte alguma num zoológico o visitante pode encontrar o olhar de um animal. Quando muito, o olhar do animal bruxuleia brevemente e segue adiante. Eles olham de soslaio. Olham cegamente para além de nós. Escaneiam tudo mecanicamente. Foram imunizados contra o encontro, porque nada mais pode ocupar um lugar central na sua atenção”. Vivem, portanto, uma condição não natural, padronizada, planejada e encar...

Ecocentrismo: A forma e o estado da água

Março de 2018 O filme A forma da água (The Shape of Water, 2017) do diretor mexicano Guillermo del Toro, ganhador do Oscar 2018, deve chegar à Netflix ainda este ano e parece não ter sido submetido a uma crítica ambiental massificada na internet até o momento. Pode passar despercebida a “criatura” híbrida de homem e peixe encontrada na Amazônia brasileira, capturada e levada até uma base militar norte-americana onde é mantida em cativeiros para pesquisa? A narrativa forja o trânsito de comportamentos, sentidos humanos e animais do personagem “anfíbio” nos espaços aquáticos e terrestres, mas ela própria dá pistas às contestações por parte do espectador mais atento contra estas representações. Os fatos são vistos sob o ponto de vista da protagonista muda cujos desejos são satisfeitos pelo “anfíbio”. O diálogo silencioso entre os dois é mediado por ovos cozidos entregues ao humano/não humano para saciar sua fome. A pista dos sentidos construídos e transmitidos não está na forma e sim ...